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A Natureza e o Mundo contra a Síria

  • Foto do escritor: Diogo Lamego
    Diogo Lamego
  • 13 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

A catástrofe sísmica que afetou, principalmente, o sul da Turquia e o norte da Síria, deu origem a milhares de mortos e feridos, não falando nos inúmeros danos infraestruturais. Analisaremos o estado atual da Síria que, aparentemente, tem sido esquecido pela comunicação social portuguesa.


Para o desenvolvimento deste artigo, repartirei o título em duas partes: “A Natureza contra a Síria” e “O Mundo contra a Síria”. Ora, pelo desenvolvido no lead da notícia, entende-se facilmente a premissa – a Natureza materializa-se no sismo que ceifou milhares de vidas. O difícil a compreender está na fração, que será desenvolvida, nos seguintes parágrafos.


Foi noticiado, pela agência Sana, no dia 19 de fevereiro, o bombardeamento perpetrado pelas forças israelitas a partir das Colinas de Golã, território sírio invadido ilegalmente pelo Estado Sionista. Num pequeno aparte, e de modo a contextualizar os leitores, é necessário ter em conta que a principal razão (e única) que será apontada ao longo do artigo (deixando aos leitores liberdade de pesquisa), é o facto de que constituem um ponto geoestratégico de referência, uma vez que se encontram a 60 km de Damasco, capital síria, facilitando o recurso a ações militares, tal como sucedeu.


O ataque provocou a morte de cinco pessoas, a que se juntam mais 15 feridos. Necessário será referir que a ação militar originou a destruição de casas e várias outras perdas materiais. O Mundo Ocidental, ao qual Israel está fortemente aliado, propaga que a educação é uma das bases fundamentais da democracia e, de facto, é. Não obstante, o ataque das forças israelitas originou a destruição do Instituto Técnico de Artes Aplicadas, bem como a destruição de pontos culturais. Será importante referir que também foi noticiado danos no Instituto Intermediário de Música da Cidadela de Damasco.


Deixo a seguinte pergunta: Como é que se pretende que um país se reconstrua? Após ter sido infligido por um sismo, noticiado à escala mundial, ainda se executam ataques militares que provocam ainda mais sofrimento e danos. Ora, as questões enunciadas não se configuram mal acompanhadas no plano, uma vez que ainda há mais um elemento intrigante, para uns, ou recorrente, para outros – no plano do meu ser crítico já deixou de ser intrigante, pois já não é nada de novo. Não se ouve falar do sucedido na comunicação social. Parece que a programação televisiva está demasiado ocupada a relatar o conflito militar russo-ucraniano. Não é que não mereça atenção, mas creio que não é digno nem desejável que só se olhe para uma face dos problemas ao redor do Mundo. Já me esquecia que o território sírio, no passado e no presente, é vítima dos interesses geopolíticos ocidentais, então, encontra-se num prisma oposto.


Termino o artigo com um apelo: Comprem um globo, daqueles grandes, e olhem para o resto do Mundo.


Diogo Lamego

Departamento "Fazer Pensar"




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