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Eleições Presidenciais 2026, mas ainda estamos em 2025 (Error 404)

  • Foto do escritor: Diogo Lamego
    Diogo Lamego
  • 14 de fev.
  • 3 min de leitura

Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro, António Vitorino, André Ventura, entre outros. Muitos nomes passam na televisão para serem aclamados ou esventrados pelos comentadores televisivos de meia tigela – meia tigela não no sentido pejorativo. 


Na frase de destaque deste artigo, apelidei os comentadores televisivos de meia tigela, não querendo, contudo, ofender. São de meia tigela, pois, ao invés de investirem o seu tempo a comentar os problemas sociais, económicos e políticos ao redor do mundo, que afetam a vida de milhões de pessoas, estão a lançar candidatos putativos ou a opinar sobre candidatos que ainda não são candidatos, mas que vão dar o jeitinho para se candidatarem. 


Confesso que serei mais papista do que o Papa. Também não vou falar dos problemas das pessoas. Já estou farto de falar de guerras, dos problemas da saúde e nos setores sociais. É algo que me chateia, e eu estou aqui tão bem no meu canto. Falarei dos candidatos presidenciais, em estilo jocoso, pois só assim a vida tem piada.


O primeiro a anunciar a sua intenção de concorrer foi o Dr. Luís Marques Mendes, um político falhado, que não vingou enquanto Líder da Oposição, e um brilhante comentador, que fazia uma boa parelha com a voz radiofónica da Clara de Sousa. Ele diz que não comenta a putativa candidatura de Gouveia e Melo, contudo, o seu primeiro discurso direcionou-se a proteger o Estado Social, criticando, indiretamente, o antigo Chefe da Armada quando este afirmou que sacrificaria os direitos sociais perante as necessidades militares.


Gouveia e Melo, um navegador audaz ou um pirómano num navio de madeira? Desde o escandaloso processo disciplinar dos militares da marinha – que foi anulado contenciosamente – até ao colinho dado pela comunicação social devido à sua ação gloriosa no período pandémico. O Almirante da Armada veste-se de Almirante do Armanço, recusando qualquer culto à personalidade, mas rapidamente aproveitando qualquer oportunidade para expor os seus feitos, nem que seja com o Daniel Oliveira, no Alta Definição. Caro Leitor, nós ainda estamos aqui?


António José Seguro levanta algumas questões. A primeira, certamente, é: Quem é o António José Seguro? Esta personalidade foi um antigo líder do Partido Socialista, derrubado e atraiçoado por António Costa. Como António Costa se encontra a mais de mil quilómetros de distância do Largo do Rato e do Palácio de Belém, António José Seguro, orgasticamente, sonha em ser Presidente da República, ou ocupar um cargo sem ser derrubado.


Fala-se também de António Vitorino. Termino o meu parágrafo sobre António Vitorino, pois parece aqueles doentes em coma que, após anos, voltam à vida, mas a família, infelizmente, já fez o luto.


Por fim, o Sr. Deputado barraqueiro, André Ventura, que sonho de homem. No seu partido juntam-se pedófilos, mentirosos, ladrões e demais ladinos que vivem de profunda hipocrisia com a sua ideologia de limpar a sociedade. André Ventura não é o perigo da democracia, é o perigo do perigo. É o homem de quem o diabo tem medo. Mesmo com tamanha criminalidade, consegue manter um sorriso e uma calma profunda, explicando aos portugueses o quão bom líder ele é ao ter ignorado o caso de pedofilia e só se ter lembrado dele aquando da sua divulgação nos meios de comunicação social.


Haveremos de ver mais candidatos, oficiais ou putativos, bons ou maus, vivos ou mortos – será que Cavaco Silva se vai recandidatar? Não podemos temer aquilo que o futuro nos reserva, apenas tendo a certeza de que o Palácio de Belém terá as sondagens no lugar do Presidente da República e o vencedor bastar-se-á por abanar a bandeira, manchado de verde tinto nos seus lábios.


Diogo Lamego Departamento Crónicas

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