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Erasmus em Budapeste

  • Foto do escritor: Jornal Tribuna
    Jornal Tribuna
  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura

Desde muito cedo soube que queria frequentar o curso de Direito da FDUP. E, quase desde o momento em que soube que queria estudar na FDUP, sabia também que um dia gostaria de ter a oportunidade de realizar Erasmus em Budapeste. Porquê? Não sei, mas acredito que certas coisas estão destinadas, e esta foi uma delas.


O meu nome é Rita Santos e encontro-me atualmente a frequentar o 4.° ano da Licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP). No primeiro semestre do meu 3.° ano, decidi embarcar na maior viagem da minha vida e fui estudar para a Pázmány Péter Katolikus Egyetem, em Budapeste, na Hungria.

Apesar de ter sempre tido muitas certezas quanto à realização do Erasmus, a verdade é que entrei nesta aventura cheia de medos. Contudo, agora que já passou um ano, olho para trás e vejo o quanto aqueles meses me fizeram crescer. Em Budapeste, posso dizer que vivi e que fui verdadeiramente livre.


Não podia ter escolhido melhor cidade. Budapeste, a meu ver, foi o destino perfeito para esta experiência. Para além de ser uma cidade segura e com um excelente ambiente noturno para estudantes internacionais, está recheada de monumentos e paisagens belíssimas. Além disso, é uma capital que se encontra localizada na Europa Central, o que me permitiu realizar as mais variadas viagens para outras cidades e países. 

Quanto à minha experiência na Pázmány, esta não poderia ter sido mais agradável. Desde os professores, até aos tutores que nos acolheram, foram todos incrivelmente prestáveis, do início ao fim. A faculdade, de forma a integrar-nos, organiza ao longo de todo o semestre diversas atividades, tais como jantares e passeios, pelo que foi bastante fácil ambientar-me. Por último, apesar de as aulas serem lecionadas em inglês, considerei as   cadeiras muito fáceis de acompanhar, não sendo de todo complicado ter boas notas. 


Falando agora do modo de vida no país, em Budapeste encontrei um povo mais reservado do que o português, mas que, não obstante,  sempre me ajudou quando precisei. A língua, o húngaro, não é de fácil compreensão mas, felizmente, o inglês é suficiente para nos conseguirmos desenrascar nas tarefas do dia-a-dia. Quanto à gastronomia do país, creio que posso afirmar que esta é bastante diferente da nossa e, como boa apreciadora de comida típica portuguesa, a gastronomia húngara não me convenceu. No entanto, recomendo vivamente experimentarem a famosa goulash soup e o mítico chimney cake!


No geral, acredito que não poderia ter vivido uma experiência mais enriquecedora e completa. Se estiverem na dúvida entre ir ou não de Erasmus, entre ir ou não para Budapeste, não tenham dúvidas: vão! Budapeste permitiu-me crescer (academicamente e  pessoalmente),  deu-me memórias, amigos, oportunidades e ensinamentos que, certamente, carregarei comigo para toda a vida! 


Rita Santos

Estudante do 4.º ano da Licenciatura em Direito

 

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