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PENSA LÁ NISSO - Dezembro

  • Foto do escritor: Departamento Fazer Pensar
    Departamento Fazer Pensar
  • 28 de dez. de 2022
  • 3 min de leitura

O que anda a dar que pensar em Dezembro?


Frio do Natal passado, presente e futuro


O Portal da Construção Sustentável concluiu, através de um inquérito feito em março deste ano, que 88% dos portugueses não se sentem confortáveis dentro de casa devido ao frio ou ao calor. Assim, apenas 1 em cada 10 portugueses vive numa casa com uma temperatura satisfatória. São números que convidam a refletir sobre a pobreza energética de que tanto se tem falado, especialmente agora que estamos a entrar numa época fria (e natalícia) em que o conforto deveria ser a palavra de ordem. É Natal se sentirmos frio?


@RTVE

Inês Gomes Barbosa


O anúncio mediático da Vodafone


O novo anúncio de Natal da Vodafone tem sido alvo de destaque no momento atual. Devo dizer que o anúncio é comovente, pelo menos para mim. Creio que alude para uma série de temas passíveis de debater, como, por exemplo, a necessidade de partilharmos com alguém as nossas emoções e pensamentos, de modo a preservar o nosso bem estar psicológico. O palco principal onde se tem comentado esta publicidade são as redes sociais, através de inúmeras partilhas e opiniões. Não critico tal na medida em que é necessário parabenizar a Vodafone pela realização de tal alerta, uma vez que potencia a reflexão. Todavia, não deixa de ser curioso que as redes sociais, o palco que mais potencia o cyberbullying, por meio de vastos comentários ofensivos e depreciativos, podendo tal acarretar consequências psicológicas imensas como a ansiedade e a depressão, têm, repentinamente, alertado para a problemática da saúde mental. Além disso, note-se também que, e embora não deixe de saudar a Vodafone por permitir o debate de algo tão importante, é necessário nunca esquecer que as grandes empresas, nas quais esta se inclui, se apoiam, normalmente, em estruturas de exploração dos trabalhadores que prejudicam gravemente a sua saúde mental. Até quando a saúde mental será desvalorizada?


Maria João Pereira

​​Um presente de Natal para as pessoas com deficiência (que chega em 2023)

No passado dia 3 de dezembro, comemorou-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, um dia dedicado à maior das minorias, mas da qual pouco se fala. Contudo, o vento parece soprar, cada vez mais, a favor desta causa com mais ativistas a alertar para questões como o capacitismo e a falta de acessibilidade(s), com associações pró-ativas na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade e com novas políticas de inclusão. Quanto a esta última refiro-me, concretamente, ao Cartão Europeu da Deficiência, um projeto da Comissão da União Europeia que tem estado em fase de projeto-piloto nos últimos anos (implementado em alguns países da UE) e tornar-se-á uma realidade em 2023.


Este novo documento irá facilitar a comprovação do grau de incapacidade dos cidadãos europeus em todos os países da UE, já que, por enquanto, os documentos de cada país são diferentes, o que pode causar alguns constrangimentos no momento de aceder a determinados apoios nos vários países.

@European Comission

Diana Reis


Evoluem os anos, evoluem as tendências


Em dezembro, enquanto pensamos em 2023, pensemos nas tendências e preocupações de 2022 e em que contornos poderão resultar. Ficam algumas:

  • A luta pela regulação do espaço online: será privado ou público? E como irão os grandes agentes económicos (Google, Apple) e políticos (EUA, UE) reagir às peripécias de Elon Musk, nas áreas da desinformação e liberdade de expressão?

  • A competição entre regimes democráticos e autoritários: como se irá desenrolar o populismo de direita, agora que Biden e Lula reconquistaram o poder? Seguirá a Europa o mesmo exemplo, apesar de Itália, Polónia, Hungria, Turquia e, claro, a invasão russa da Ucrânia?

  • Criptofinanças: afinal, não resultam como reserva de valor, e também não previnem burlas; são apenas duas promessas falhadas dos promotores da ideia. Porém, várias entidades bancárias e governamentais pensam aproveitar o seu potencial, de forma regulada. Terá sido o fim da crypto ou apenas estará a começar?


Guilherme Alexandre


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