Professores e o impacto no sucesso dos alunos: A chave para um futuro brilhante!
- Beatriz Nunes
- há 24 horas
- 3 min de leitura
Caros leitores,
Quando me debruçava sobre um possível tema para vos falar, pensei naquilo que nos molda enquanto pessoas – a educação. Não nos é possível negar o impacto que uns robustos alicerces tem nas nossas vidas. Com isto, gostaria que a comunidade académica refletisse sobre isso mesmo. A vida é feita de tantas emoções e correrias que, por vezes, deixamos de reconhecer as oportunidades que nos oferecem, bem como a riqueza duradoura que elas nos podem proporcionar. Falar-vos-ei, desta vez, do papel dos professores na nossa caminhada.
A educação sempre foi um tema bastante falado, pelos bons e pelos maus motivos. Recordo-me das obras de Eça de Queirós que, com o seu espírito crítico e irreverente, criticavam a educação. Via-a não como um processo de transmissão de informação, mas como um estímulo para o desenvolvimento do pensamento crítico e autónomo. Desta forma, trata-se de um pilar crucial em qualquer sociedade e, dentro deste contexto, não será errado afirmar a extrema importância dos “Professores”. Cresci a admirar a sua capacidade para transmitir o que sabem. Aliás, todos nós conhecemos professores que, ainda hoje, utilizamos como referência. Ter o conhecimento é uma regalia, no entanto, saber transmiti-lo é uma arte!
Imaginemos uma peça de barro! Temos o material, a técnica e, acima de tudo, a vontade de a concretizar. No entanto, nenhuma peça, depois de moldada, consegue ser igual. Todos nós somos diferentes. Apesar de nos serem facultadas as mesmas bases, cada um utiliza os “ingredientes” de forma distinta. Enquanto alunos temos, portanto, uma grande tarefa. Os professores dão-nos as ferramentas para a concretizarmos, a nossa missão é saber como aproveitar.
Mas, em termos práticos, como pode um professor influenciar a aprendizagem de um aluno?
1. Motivação. Quando um professor desperta curiosidade, interesse e entusiasmo pelos temas que partilha, não promove apenas a obtenção de conteúdos, mas a formação do aluno enquanto pessoa. Este tipo de ambiente propicia a confiança e possibilita ao aluno ter mais apreço pela aprendizagem e pelas aulas.
2. Desenvolvimento do pensamento crítico. A diversidade de dados e de informação que estão ao alcance “de um clique” tornam a tarefa do professor cada vez mais árdua. A sua atuação deve passar pelo fomento da habilidade do aluno em questionar, analisar e pesquisar. Professores que cultivam essas capacidades estão a contribuir para a formação de cidadãos críticos e familiarizados com as exigências do mundo profissional.
3. Atenção aos “ouvintes”. Cada um de nós é único. Temos diferentes talentos (todos eles importantes), singularidades, gostos e ritmos de aprendizagem. Neste sentido, o professor deve ter em conta quem o ouve e adaptar o seu método ao público com que se defronta. Esta sensibilidade e capacidade de potenciar distintas abordagens pedagógicas é reflexo da sua competência profissional. Pese embora se verifique uma heterogeneidade tão significativa de estudantes, o que torna difícil a utilização de um método abrangente, esperamos sempre uma adaptação às diversas potencialidades.
4. Reconhecimento e valorização do esforço. Mais do que atribuir resultados, palavras de incentivo e de valorização do trabalho podem ser meios essenciais para motivar o aluno na procura incessante da sua evolução.
5. Comunicação positiva. Na interação com o aluno, o docente deve utilizar um diálogo que o encoraje, que valorize os seus esforços, incentivando assim a sua confiança e auto-estima. Com uma comunicação positiva, cria-se um ambiente acolhedor e confortável, no qual o aluno se sente mais compreendido.
6. Aulas dinâmicas e inovadoras. A adoção de abordagens mais arrojadas e vanguardistas permitem eclodir uma manifesta conexão e interação. Aulas que envolvem dinâmicas, tecnologias e debates, por exemplo, estimulam e enriquecem os alunos. Por isso, é uma mais-valia para nós, enquanto estudantes, e para os professores que desenvolvem as suas competências.
Considero importante frisar, não tirando o mérito a quem ensina, que todo o processo de aprendizagem e crescimento parte de uma relação de reciprocidade. Como dito inicialmente, é imprescindível da nossa parte o desejo de “ser” e de “querer”. Não é suficiente que o professor nos desperte curiosidade, é igualmente necessário que nos mostremos disponíveis para aprender. Em última instância, trata-se de uma relação dinâmica, onde o professor guia, mas também inspira e encoraja. A educação não é apenas o percurso para adquirir instrução, mas a atmosfera ideal para o desenvolvimento humano. Foi neste sentido que me debrucei sobre esta questão.
Por fim, gostaria que refletissem sobre este artigo. Devemos reconhecer o papel dos docentes na nossa vida como eixos orientadores, sendo considerados os principais agentes da transformação para uma sociedade cada vez mais informada e culta.
Beatriz Nunes
Departamento Mundo Universitário
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