The Winner Takes It All
- Carolina Sousa

- 18 de mai.
- 2 min de leitura
Fim de temporadas, campeonatos decididos e campeões celebrados, tudo isto em conjunto com o amargo sabor da derrota que nos faz lembrar o que poderíamos ter feito de diferente e o que poderia ter sido melhor, como também aquele penálti que não foi assinalado ou aquela lesão que chegou no momento mais decisivo.
Como já dizia a música dos ABBA, a clara inspiração deste artigo, “rules must be obeyed”, e o campeão, quer tenha sido merecido ou oferecido, irá levantar a taça.
Este ano, no futebol português, esta será levantada na nossa querida cidade pela equipa que orgulha a mesma, e que faz ecoar os cânticos que todos, mesmo não querendo, já conhecemos bem.
Após uma época de 24/25 difícil que parecia nunca mais acabar, o FC Porto deu a volta por cima e conseguiu ressurgir das cinzas, voltando a ser uma equipa, segundo as palavras do falecido técnico Jorge Costa. A fase inicial de Villas Boas, marcada por treinadores que não conseguiam lidar com o pesado cargo, altera o seu rumo com a chegada de Farioli, treinador oriundo do Ajax, que monta uma equipa à medida, não havendo limites de orçamento, e apostando em novas promessas, ao mesmo tempo que mantém os ídolos do passado.
Contudo, quando há um vencedor, há sempre os derrotados, que mesmo “playing all of their cards” não conseguem superar o adversário. A equipa sportinguista foi a derradeira perdedora nesta época. Depois de duas temporadas invencíveis, jogando um futebol de mais alto nível, e superando a falta de Viktor Gyökeres no plantel, a equipa leonina deu luta à equipa portista, e não deixou que estes levassem a taça de mão beijada.
Quando acontece, a derrota é a pior coisa que nos poderia ter acontecido. É um sentimento difícil de passar em vão, que acaba por ocupar toda a nossa mente. Contudo, a vida acaba por seguir em frente e temos de começar a olhar para o futuro, e decidir a nossa próxima jogada. A derrota volta neste exato momento, mas agora já não como a desilusão de quando damos tudo e mesmo assim não é suficiente, mas sim como uma lição, que nos aponta os nossos erros e falhas e que mostra que nada é definitivo e a mudança é constante, tal como o crescimento.
Somos seres que, pela nossa natureza, procuramos sempre ser os melhores, e no desporto não é diferente. Porém, há tantas hipóteses que o futuro nos aguarda que deitar as luvas ao chão é a atitude mais fácil, e seguir em frente e arriscar, ao mesmo tempo que enfrentamos os nossos medos, acaba por ser a forma corajosa de mostrar os ensinamentos que a derrota permitiu.
Sendo este o artigo final do departamento de desporto para este ano letivo, e tendo em conta que depois da bonança da queima das fitas vem a dura época de exames, deixo um apelo de força aos meus companheiros de curso para enfrentarem esta época tão dolorosa, com garra, determinação e força de vontade. E que quando caírem, não deitem tudo a perder, mas sim, levantem a cabeça e tentem de novo, pois todos vamos alcançar os nossos objetivos um dia destes.
Carolina Sousa
Departamento Desporto

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